Instituto Camões CENTRO DE LÍNGUA PORTUGUESA / INSTITUTO CAMÕES

na Universidade de Hamburgo

Universität Hamburg

Centro de Língua Portuguesa em Hamburgo : Núcleos Temáticos : Cinema Português : Realizadores : João Canijo

João Canijo (1957)

João Canijo frequentou o Curso de História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Começa a dedicar-se ao cinema em inícios dos anos 80, trabalhando não só como realizador mas também como assistente de realização e de produção de filmes de outros cineastas.

A sua primeira experiência como realizador é a curta-metragem A Meio-Amor (1983), a que só cinco anos depois se seguirá o primeiro filme de fundo, Três Menos Eu, co-produção luso-francesa, já depois de ter também iniciado a actividade, que prosseguirá, de tradutor e encenador teatral.

Em 1990 realiza nova co-produção com a França, de título A Filha da Mãe, de novo protagonizada por Rita Blanco, actriz emblemática da sua filmografia.

Dando provas de assinalável versatilidade, João Canijo trabalha também para televisão, aproveitando a abertura dos canais privados. Para a RTP realiza a série Alentejo Sem Lei, para a TVI Cluedo um concurso em moldes originais, já que dependia duma curta-metragem policial exibida semanalmente, e para a SIC, em 1996, a série de comédia Sai da Minha Vida.

É ainda no sistema de co-produção com uma empresa francesa que regressa à longa-metragem com Sapatos Pretos (1998), onde, a partir duma história verídica, revela qualidades de técnica narrativa e de definição de personagens assinaladas pela crítica e reforçadas no trabalho seguinte, Ganhar a Vida (2001), uma das obras mais significativas do cinema português do início do séc. XXI. Para realizar este filme João Canijo travou conhecimento com as comunidades portuguesas da zona de Paris, homenageando-as numa das poucas películas portuguesas a ter como tema a emigração e o grau (por vezes escasso) de integração dos portugueses no país de acolhimento. Recorrendo ao suporte do vídeo, João Canijo conseguiu com Ganhar a Vida, a história duma emigrante insatisfeita com as justificações dadas pela polícia francesa para o assassínio do filho, o elogio unânime da crítica e apresenta-se como um dos valores mais seguros do actual panorama do cinema português.

Autoria: Alcides Murtinheira

Actualizado em 06.02.2010 fvs